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leitura do parecer para o reconhecimento da capoeira Paulista
Publicado em 13/12/2018 | Posted by Fabiano Pavio
Capoeira sera reconhecida como patrimônio cultural de São Paulo
 

Na última segunda-feira (10), na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, tivemos a leitura do parecer escrito pelo professor Lauro Ávila Pereira, Coordenador do Curso de História da PUC-SP,  favorável ao reconhecimento da capoeira como patrimônio cultural imaterial do estado. O pedido de reconhecimento foi realizado pelo mestre Wellington, um dos principais líderes do movimento a favor das Salvaguardas em São Paulo.

Participaram da cerimônia mestres de capoeira, professores e apoiadores da cultura popular. Com destaque para a participação dos mestres Wellington, Adelmo, Catitu e Paulo Renato.

“O reconhecimento da capoeira como patrimônio imaterial, ou de elementos que a constituem e a definem, contribuiria para valorizar a atividade não apenas como manifestação artística, mas principalmente caracterizada como um elemento essencial da cultura de matriz africana em São Paulo e, como tal, integrada a outras praticas culturais com as quais a capoeira se articula e dialoga”, destaca o parecer da Secretaria de Cultura de São Paulo.

A capoeira, tem um histórico de participação na formação da espinha dorsal da cultura brasileira, ela surge como arte decorrente da luta dos escravos nas senzalas e integra aspectos da cultura e artes de guerra indígena (segundo a tradição, o próprio nome, capoeira, clareira, se refere aos espaços nas florestas brasileiras onde esta arte dava seus primeiros passos) é portanto uma arte marcial e uma forma de luta, é enfrentamento e resistência e é desenvolvimento cultural, sendo hoje praticada, desenvolvida e relatada em centenas de centros de capoeira em todo o Brasil e já é praticada em cerca de 180 países.

No Brasil, após um longo período de marginalização e inscrição de sua prática popular no Código Penal, teve seu primeiro reconhecimento com Getúlio Vargas, em 1937, quando tirou a palavra capoeira da descrição de contravenção e, em mais um passo, em 1953, com a presença e todo o esforço de Mestre Bimba, recebido no Palácio do Catete pelo presidente. Na ocasião, disse Getúlio: “A capoeira deve ser a luta nacional”.

O IPHAN, em 2008, também reconheceu o valor da capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro e, alguns anos depois, a ONU reconheceu a capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Agora, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo cumpre um papel importante nessa luta de resistência com a leitura favorável do parecer ao reconhecimento da capoeira no estado de São Paulo.

Ao saudar mais este passo na construção do colegiado que irá promover as Salvaguardas em São Paulo, mestre Adelmo afirmou que “a capoeira representa o nosso passado, o presente e será o futuro”.

O parecer da Secretaria de Cultura destaca a necessidade da formação das Salvaguardas no estado. “Não parece adequado que simplesmente seja realizado o registro da prática como patrimônio cultural imaterial, sem especificar sobre quais elementos formadores da capoeira deve ser aplicado um plano de salvaguarda e difusão. Em nada servirá para a garantia da transmissão dos saberes expressos pela capoeira a simples concessão de um título ou selo de “patrimônio imaterial registrado”. Faz-se necessária a realização de estudo que aponte os caminhos que permitam, a partir do registro, o estabelecimento de um plano de salvaguarda que seja construído com a mais ampla participação das comunidades e grupos envolvidos com a capoeira”.

De acordo com o texto, a justificativa para a criação do movimento, apresentada pelo mestre Wellington, “contem elementos suficientes e essenciais que sustentam a importância da capoeira na cultura e formação da identidade brasileira”.

“Dada a relevância da capoeira como elemento formador da identidade nacional e paulista, recomendo fortemente que seja aberto o processo para que tenham continuidade os estudos sobre a capoeira visando o registro de alguns de seus elementos constitutivos como Patrimônio Cultural Paulista”, conclui o relator Lauro Ávila Pereira.

Fabiano Pavio – coordenador do projeto de capoeira da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo – UMES

 Fonte: https://horadopovo.org.br/capoeira-e-reconhecida-como-patrimonio-cultural-imaterial-de-sao-paulo/

 
 
 
 
 

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